Mauro Costa
Luanda
Em menos de uma semana, três descobertas de poços petrolíferos foram feitas em águas profundas angolanas, o que demonstra as potencialidades de Angola em gerar ainda mais ouro negro nos próximos anos. Aliás, nem
mesmo em tempo da crise económica mundial, em que a maioria das companhias suspendeu os seus investimentos, a Sonangol e associados deixaram de anunciar novas descobertas. No ano passado, mais de dez poços terão sido perfurados com sucesso nas águas profundas angolanas pelas diversas companhias que operam
em Angola, desde a Chevron até à Petrobras. Em Fevereiro deste ano, a Petrobras anunciou duas descobertas no bloco 31. Já terça-feira, a Sonangol e a ENI Angola anunciaram duas outras descobertas comerciais de petróleo, no poço de pesquisa “Cinguvu-1”, no bloco 15/06, em águas profundas da bacia do Baixo Congo.
De acordo com o comunicado da concessionária nacional, Sonangol, o poço “Cinguvu-1”, localizado a cerca de 350 quilómetros a Noroeste de Luanda, foi perfurado a uma lâmina de água de 1.400 metros, tendo penetrado os objectivos do Miocêno inferior, onde encontrou uma coluna de areias com boas qualidades de reservatório. O poço “Cinguvu-1” produziu, durante os testes de produção, 6.400 barris de petróleo por dia, com uma densidade de 23º API.
Além da descoberta no poço “Cinguvu-1”, a Sonangol e a ENI Angola procederam ainda a uma descoberta significativa de petróleo, no poço de pesquisa “Nzanza- 1”, no Bloco 15/06, em offshore da bacia do Baixo Congo. Localizado a 350 quilómetros a Noroeste de Luanda, o poço “Nzanza-1” foi perfurado numa lâmina de água de 1400 metros, tendo penetrado os objectivos do Miocêno inferior, onde encontrou uma coluna de areais com boas características de reservatório, conforme precisou o comunicado. Durante os testes de produção, o poço “Nzanza-1” produziu 1.600 barris de petróleo por dia, com uma densidade de 18º API. “As análises dos resultados apontam para um potencial de cinco mil barris por dia, quando associado à elevação artificial”, diz o comunicado.
No bloco de pesquisa e exploração15/06, a ENI detém 35 por cento de interesse e é operador do bloco. Participam também neste bloco, a Sonangol P&P, com 15 por cento, a SSI Fifteen Limited (20 por cento), a Total E&P (15 por cento), a Falcon Oil Holding Angola (cinco por cento), a Petrobrás Internacional Braspetro BV (cinco por cento) e a Statoil Angola Bloco 15/06 Award AS (cinco por cento).
Na quinta-feira passada, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) e a Tepa Ltd., subsidiária do grupo Total, anunciaram a descoberta de um poço de petróleo em águas profundas do mar de Angola. O poço Begónia-01 é o segundo poço de pesquisa sondado com êxito no bloco 17/06, comprovando a existência de hidrocarbonetos nos reservatórios de idade miocênica. Na fase de teste, produziu mais de seis mil barris/dia de ramas de muito boa qualidade, de acordo com o comunicado da Sonangol e Total. Com uma participação de 30 por cento, a Sonangol é a concessionária do bloco e a Total é a operadora com uma participação de 30 por cento. Dispõem ainda de participações neste bloco, a Sonangol Sinopec International
(SSI), Seventeen (27,5%), Acrep Bloco 17 (5%), Falcon Oil Holding Angola (5%) e Partex Oil and Gas. olding) Corporation (2,5 por cento).