Nkengue Rodrigues
L U A N D A
Se fosse nomeado ministro da Educação ou da Cultura que políticas adoptaria?
Com a transição que o país atravessa, actualmente o que mais me preocupa é repensarmos a Angola do futuro. Sobre o sistema de educação, acho necessário ultrapassarmos o legado da escola colonial e adequarmos o novo sistema de ensino às existência, humanística, histórica, cientifica, tecnológica, artísticas e ecológica da Angola que buscamos construir. No que toca à cultura, a grande questão que se levanta é como fazer uma simbiose entre a nossa tradição cultural africana e as influências da ocidentalização e da globalização.
Tem saudades do passado?
O passado quer queiramos, quer não faz parte de nós. Nem todo o nosso passado foi ou terá sido o melhor mas há momentos do passado que nos marcam para sempre. A nostalgia do passado é provável, mas nós somos um pouco irremediavelmente o que o passado forjou.
Que Angola sonha daqui a 50 anos?
Para analisar o futuro de Angola, temos de avaliar o estado actual do continente africano, ele encontrasse marginalizado, com pouco peso na economia mundial e com iniciativas limitadas nas grandes questões que se levantam na actualidade. Entretanto, para o nosso país, talvez o cenário daqui a alguns anos será diferente, face à dinâmica que o país ganhou com o advento da paz, do relançamento, da instauração e do aprofundamento da democracia e do desenvolvimento.
Que erro evitaria cometer se voltasse à juventude?
Se tivesse de voltar à juventude evitaria sentir-me senhor quando ainda jovem e com humildade. Abrir-me-ia mais para manter o espírito de aprendizagem.