Antónia Gonçalo
LUANDA
Segundo o chefe do departamento da Qualidade do Ambiente do Ministério do Ambiente, António Matias, a formação tem como objectivo capacitá-los para que possam implementar as regras impostas pelo protocolo de Quioto. A formação, numa primeira fase, foi online e teve início a 15 de Março e terminou no dia 26. A segunda fase será presencial está prevista começar neste mês.
Os formadores estão localizados no Brasil e na Bélgica, através da internet os formandos vão tirando algumas dúvidas e realizarão testes consoante a formação. Para a realização das aulas presenciais os professores virão a Angola De acordo com o responsável local do projecto TrainForTrade e perito de informação das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, Nuno Fortunato, o projecto de Angola foi criado a f m de capacitar e formar os quadros angolanos em vários sectores, mais vocacionado na vertente comercial.
Um projecto do domínio do comércio internacional, financiado pela União Europeia, implementado pela Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), tem como ponto principal o Ministério do Comércio de Angola. O projecto, previsto para quatro anos, está orçado em três milhões de euros. Já foram gastos cerca de 40 por cento deste valor na formação de 300 técnicos dos ministérios do Comércio, Ambiente, da Hotelaria e Turismo.
A Primeira Comunicação Nacional é um projecto que visa a elaboração de um documento que o nosso país vai apresentar no sentido de informar nas entidades nacionais e internacionais sobre as emissões de gases de efeito de estufa. O estudo será feito nos sectores que provavelmente transmitem gases na atmosfera como o sector dos transportes, indústria de cimento, petrolífero entre outros.
Formações realizadas
O Projecto TrainForTrade Angola realizou, até ao momento, em cooperação com diversas entidades angolanas, cerca de 10 acções de formação e assistência técnica, envolvendo cerca de 300 técnicos angolanos, 40% dos quais mulheres. Estes números são indiciadores do forte interesse dos quadros angolanos nas acções formativas, que têm registado sistematicamente uma grande adesão, sendo muito baixos os níveis de absentismo durante os cursos já efectuados.